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AL: vítimas de AVC tem tratamento de fonoaudiologia

Quando uma pessoa sofre Acidente Vascular Cerebral (AVC) logo se pensa no socorro de médicos e enfermeiros. Mas durante a recuperação, outras especialidades assistenciais atuam na reabilitação de pacientes com derrame. Entre elas está a fonoaudiologia, que analisa e investiga as condições de engolir, falar, articular os músculos sensoriais e motores presentes na face e meios orais.

No Hospital Geral do Estado (HGE), o fonoaudiólogo é também responsável pela promoção da saúde, prevenção, avaliação e diagnóstico, orientação, terapia (habilitação e reabilitação) e aperfeiçoamento dos aspectos fonoaudiológicos da função auditiva periférica e central, da função vestibular, da linguagem oral e escrita, da voz, da fluência, da articulação da fala e dos sistemas mio funcional, orofacial, cervical e de deglutição.

Conforme a fonoaudióloga Patrícia Coutinho, o profissional dessa área pode atuar nas Unidades de Terapia Intensiva (UTIs), pediatria, neurologia; assim como na única Unidade de AVC de Alagoas. “Trabalhamos com a disfagia [dificuldade de engolir], disartria [alteração na articulação], afasia [ausência da fala] e higienização oral. Contudo, nós avaliamos a consistência da alimentação, rebaixamento do nível de consciência e fortalecemos a mobilidade oral, tônus e resistência”, detalhou.

Para quem não sabe, uma pessoa pode falar e não conseguir engolir o alimento após ser submetido à trombólise, que é a infusão intravenosa do trombolítico, medicamento que desfaz a obstrução da passagem do sangue no cérebro, o que impede que células importantes para a sobrevivência do doente não morram e, assim, afastam o risco de perdas físicas e motoras. Isso acontece devido à utilização de diferentes músculos com também distintas funções, apesar de parecer tudo igual para os leigos.

Luzia Soares, de 72 anos, está em tratamento na Unidade de AVC do HGE. Hipertensa e sedentária, ela chegou ao hospital sem conseguir falar e com desvio facial. “Eu estava lavando as coisas na cozinha de minha casa e quando peguei a chaleira, derrubei. Minha neta estava comigo e me levou para o quarto, onde piorei. Fiquei sem conseguir falar direito e me trouxeram para o HGE, onde fui logo socorrida e de início perdi a fala. Agora estou muito melhor e segura de que vou recuperar minha saúde”, disse.

A dona de casa é uma das que sairá do HGE sem grandes sequelas do derrame cerebral. “Existe uma parcela de pacientes que necessitam de uma sonda nasoenteral para se alimentar. Não é o caso de Luzia, mas, se fosse preciso, o fonoaudiólogo seria o profissional indicado para inserir, monitorar e avaliar a possibilidade de desmame. Hoje nós percebemos uma diminuição de 90% no número de pacientes que tem alta médica e precisam da sonda. Isso se deve a qualidade na assistência prestada pelos profissionais. Eles saem com a saúde melhor restabelecida e o hospital libera leitos com maior brevidade”, pontuou a fonoaudióloga.

Após a alta médica, a reabilitação feita por fonoaudiólogos em vítimas de AVC devem continuar, em âmbito ambulatorial. “Nós fazemos os devidos encaminhamentos e indicamos exercícios para serem feitos em casa, junto à família. Estalar de língua, vibração de lábios, inflar a bochecha de ar e sorrir são alguns exercícios que devem ser feitos para uma melhor recuperação, junto aos cuidados informados pelo médico e fisioterapeuta”, concluiu.

Fonte: Agência Alagoas

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